Dentista deve cuidar da saúde bucal e geral do paciente

Profissional tem que ter habilidades manuais e gostar da área de saúde.
Mercado de trabalho está saturado.

Um profissional com habilidades manuais e especialista no tratamento bucal das pessoas. O trabalho de um odontologista vai além da definição dessa primeira frase. Trabalhador da área de saúde, um dentista deve ter formação humanista e estar atento ao bem-estar do paciente para lhe oferecer o tratamento adequado.

“Para ser dentista, é preciso gostar de lidar com pessoas, porque ele não trata só do dente, da boca, ele trata do paciente como um todo”, define Luciano Artioli Moreira, presidente da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas (AbcdBrasil).

A profissão, tema do Guia de Carreiras desta semana, possui 200 mil graduados no Brasil e a cada ano ganha cerca de 15 mil novos cirurgiões-dentistas (classificação dos recém-formados), segundo dados do Conselho Federal de Odontologia (CFO). O Sudeste concentra 62% do total de dentistas. O grande número de profissionais aliado à má distribuição deles nas várias regiões do país torna o mercado de trabalho competitivo e deficiente de vagas, principalmente nos grandes centros.

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Projeto cuida da saúde bucal de gestantes e bebês.

O objetivo deste projeto da UnB é eliminar mitos e educar as gestantes.

A preocupação com a saúde bucal deve começar ainda nos primeiros meses de vida de um bebê. Essa é a lição que o Departamento de Odontologia pretende passar às gestantes atendidas no programa de pré-natal do Hospital Universitário de Brasília (HUB). Além de cuidar das mamães, após o parto o bebê é acompanhado em consultas trimestrais durante os três primeiros anos de vida. As dicas vão desde como escovar os primeiros dentinhos até fazer uma dieta para prevenir cáries. No próximo semestre, o projeto será vinculado ao Decanato de Extensão e estudantes de graduação também poderão atuar como estagiários voluntários.

As gestantes que participam do projeto fazem exames odontológicos completos. Depois, iniciam o tratamento: fazem limpeza, restaurações, extrações dentárias e até aplicação de flúor. Os voluntários do projeto também avaliam os hábitos alimentares da gestante e recomendam uma dieta com menos ingestão de doces. Além do atendimento clínico, as pacientes participam de palestras educativas sobre higiene bucal.

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Descoberta pode levar à criação de dentes em laboratório

Uma equipe de cientistas da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, identificou o gene que controla a produção de esmalte dentário, a parte externa e dura dos dentes.

A descoberta pode abrir caminho para a reparação do esmalte sem obturações, a criação de dentes em laboratório e o fim das dentaduras.

Os pesquisadores descobriram esta função em testes com camundongos sem o gene Ctip2.

Este gene é considerado um “fator de transcrição” por regular a atividade ou expressão de outros genes. Já se sabia que ele tinha várias outras funções envolvendo respostas imunológicas e o desenvolvimento de pele e nervos.

“Não é incomum para um gene ter funções múltiplas, mas antes disto nós não sabíamos o que regulava a produção de esmalte dentário”, disse Chrissa Kioussi, da Faculdade de Farmácia da Universidade de Oregon.

“Este é o primeiro fator de transcrição que descobrimos que controla a formação e amadurecimento de ameloblastos, que são células que secretam esmalte.”

“Esmalte é um dos revestimentos mais duros encontrados na natureza, ele evoluiu para dar aos animais carnívoros os dentes rígidos e duradouros de que necessitavam para sobreviver”, disse Kioussi.

A especialista acredita que pesquisas que incluam o controle do gene e a tecnologia de células-tronco podem, além de tornar possível a criação artificial de dentes, permitir ainda o fortalecimento do esmalte existente.

Com isso, seria possível reduzir cáries e a necessidade de obturações.

Algumas equipes de pesquisadores já haviam conseguido cultivar partes internas do dente em laboratório, mas não o esmalte.

A pesquisa foi divulgada em “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

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Cientistas isolam bactéria que combate o mau hálito.

Bactéria “come” substâncias que causa o mau hálito

Pesquisadores da universidade britânica Kings College dizem ter conseguido isolar um tipo de bactéria que pode acabar com o mau hálito.

O experimento pode ajudar no desenvolvimento de tratamentos para combater não só o mau hálito como outros odores corporais, como o chulé.

As substâncias que causam o mau hálito são produzidas por aminoácidos que contêm enxofre.

Os cientistas isolaram as bactérias chamadas metilotróficas, que comem as substâncias que causam o odor bucal, da língua, das placas dentárias e da gengiva dos voluntários que participaram do estudo.

Até agora, essas substâncias malcheirosas não eram consideradas um parte normal do ambiente microbiótico que existe dentro da boca.

Os cientistas do Kings College, no entanto, não viram diferença entre os tipos de bactéria encontrados na boca de voluntários saudáveis e daqueles que sofrem de periodontite, uma infecção na gengiva associada com o mau hálito.

Os pesquisadores suspeitam que as pessoas que têm mau hálito tenham apenas níveis menores da bactéria que “come” as substâncias que causam o odor.

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